Apresentação

Até 1972, Bajouca era um lugar da freguesia de Monte Redondo, do concelho de Leiria, mas viria a tornar-se freguesia, como era desejo de longa data da sua gente.
  Esta freguesia é constituída por vinte lugares, dispersos, que se distribuem numa área de cerca de 12Km2, e é delimitada pelas freguesias de Monte Redondo e do Souto da Carpalhosa, e pelo concelho de Pombal.
  Fica situada num planalto relativamente elevado e o seu solo argiloso permitiu desde sempre uma agricultura regular, fonte de subsistência dos seus habitantes.
  Também aqui se desenvolveu, naturalmente, a indústria de olaria, conhe-cidíssima em todo o país, a qual, por força do progresso tecnológico, com a produção do plástico, viria a perder alguma força permanecendo, todavia, como um valor artesanal para a freguesia. Aliás, como o são o artesanato em junco e bracejo, utilizados na criação de esteirões, alcofas e capachos.

  As suas origens são até agora desconhecidas mas é tradição dizer-se que aí teria existido a chamada Vila da Cornaquinha, que se situaria na subida que conduz à Igreja Paroquial.
  Por aqui pernoitavam frequentemente os monges de Santa Cruz de Coimbra, pois Bajouca fica situada no eixo que liga Coimbra ao Mosteiro de Alcobaça.
  Para além da olaria e da agricultura outras actividades económicas se destacam em Bajouca como são o caso da indústria de transformação da madeira, as resinas, comércio, panificação e serviços.
  No que toca às festividades religiosas locais estas realizam-se no 1º domingo de Janeiro, no fim de Maio e a 15 de Agosto, em devoção ao Menino Jesus, à Nossa Senhora da Piedade e a Santo Aleixo, respectivamente, sendo este último o santo padroeiro e orago de Bajouca.


A criação deste grupo remonta ao ano de 1954, por ocasião da comemoração do I Centenário da Feira de Monte Redondo.  
  Para tal feito, o Dr. Torres Marques, poeta, falou com o Sr. Luís Santo, oleiro, para que se apresentasse um grupo de jovens da Bajouca. 
  Com efeito, apresentaram-se em Monte Redondo, um grupo de jovens rapazes e raparigas com uma marcha, com letra e música originais do Dr. Torres Marques e ensaiada por este, utilizando instrumentos como clarinete e a concertina. 
  A sua prestação, distinguida no evento com o primeiro prémio, causou tamanho impacto entre os presentes que seriam convidados pelo Governador Civil de Leiria a participar na recepção oficial ao Imperador da Etiópia, aquando da sua passagem em Leiria, na sua visita a Portugal. 
  Uma vez mais apresentaram as suas belas marchas e uma vez mais encantam.
  Desta vez o Imperador da Etiópia convida-os para irem ao Palácio de Queluz, onde, pessoalmente lhes ofereceu medalhas de mérito. 

  Mais tarde, este grupo de jovens bajouquenses foi convidado pelo presidente da Câmara de Leiria, o Dr. Capitão Brandão para participarem nas comemorações da Rainha Santa, em Coimbra. 
  Nesta actuação o grupo apresentou-se com os trajes regionais, expondo, entre outros, a olaria da terra, o tear e as capacheiras fazendo capachos.
  Este grupo veio ainda a participar nas comemorações do Castelo de Leiria, perante a distinta presença do então Presidente da República, Craveiro Lopes a quem apresentaram e ofereceram um prato regional feito pelo oleiro Sr. Luís Santo com poesia nele inscrita pelo Dr. Torres Marques e que assim dizia: "Sete séculos de História / Desde as cortes ao presente / Notam a Leiria uma glória / e orgulho da Lusa gente."
  Principiando acções com vista a uma organização formal do grupo durante o ano de 1968, foi efectivamente em Janeiro de 1969 que tal veio a suceder. Depois veio o nome Grupo Alegre e Unido inspirado no trabalho, alegre, que o grupo, unido, vinha vindo a desenvolver, e veio a imagem do aperto de mão, por demais simbólica, a tornar-se a sua bandeira.
  Desde então os objectivos deste grupo permanecem no essencial ligados à população de Bajouca, quer para o seu enriquecimento cultural quer para promover e preservar a sua união, a sua identidade e a amizade entre todos.

  Foi feito um levantamento exaustivo de usos e costumes das gentes da Bajouca de outrora, como as suas danças e os seus cantares e os seus trajes.
  Com vista à manutenção financeira e cultural do grupo desenvolvem actividades tais como o folclore, o cinema, o teatro, o desporto e variedades.
 Este rancho, conhecido de Norte a Sul do país, tem tido, ano após ano, bastantes actuações quer no país quer no estrangeiro.
  O Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido conta hoje com cerca de 50 elementos permanentes entre músicos e pares de dança. É associado do INATEL e é membro da Federação do Folclore Português e da Associação Folclórica da Região de Leiria e Alta Estremadura.

 

 



 

Agenda de Eventos

Bajouca na Rede